
A necessidade de valorizar a carreira profissional, mostrar que domina os aspectos da etiqueta social e criar um perfil competitivo em vários ambientes obriga muitas pessoas a aprimorar seu marketing pessoal.
Ter um diferencial e destacar sua identidade rende ganhos tanto no mundo corporativo quanto em todas as relações interpessoais.
Segundo a consultora Claudia Ritossa, no marketing pessoal o produto é uma pessoa que precisa “se vender” por meio de ações planejadas que “compreendem não só a divulgação de uma melhor imagem de si mesma, mas também o aprimoramento de suas deficiências e o investimento em suas qualidades”.
De modo geral, parece simples pensar em como fazer marketing pessoal, porém são inúmeros conceitos que mudam de acordo com cada ocasião.
Ter bom senso, cordialidade, respeito e auto orientação são apenas alguns valores que devem ser considerados, mas ainda há muito que saber e aprimorar.
Atualmente, diversos cursos livres, manuais e palestras de especialistas abordam esse tema e revelam dicas incríveis, em que o aluno entende o que é marketing pessoal e como fazê-lo passo a passo.
Muito mais do que aprender francês, inglês, ou dominar conceitos técnicos, você precisa entender como ter uma postura profissional e saber “vender” a sua imagem.
E isso que explicaremos nas próximas linhas.
A primeira impressão é a que fica
Parece apenas uma expressão, mas até a psicologia já comprovou que essa máxima faz todo o sentido.
De acordo com pesquisas divulgadas em um evento nos Estados Unidos, julgamentos e ideias preliminares sobre uma pessoa são extremamente fortes e instintivos. Em muitos casos, mesmo com os fatos explanados, muitos indivíduos ainda ficam desconfiados e demoram a se desprender dessa primeira impressão.
Segundo a especialista Amy Cuddy, as pessoas fazem duas perguntas mentais ao conhecer alguém: Posso confiar? Posso respeitar?
Essas dúvidas estão atreladas diretamente à cordialidade e competência e fazem toda a diferença em um ambiente corporativo. Para valorizar as qualificações de uma pessoa, é necessário confiar naquilo que ela mostra ser, por isso um indivíduo que não é natural terá dificuldades de interação e não conseguirá “mascarar” sua personalidade por muito tempo.
Nesse contexto, a questão da imagem e das ações deve ser amplamente considerada por quem deseja ter credibilidade e destaque.
Um líder, por exemplo, deve ter boas referências para alcançar um cargo de responsabilidade. A partir do momento em que as relações globais são equilibradas, há uma preocupação com a postura e com todo o marketing pessoal em si, provavelmente as pessoas terão outra visão ou, melhor que isso, darão chances para conhecê-lo melhor.
Além de credibilidade, segurança e auto orientação, a intimidade contribui bastante para isso. Tem muitas pessoas que conhecemos e não gostamos num primeiro momento, mas na convivência mais próxima, acabamos nos surpreendendo e percebendo que ela é bem diferente da primeira impressão.
Todavia, não é sempre que existe a oportunidade de exaltar aquilo que há de melhor em você, portanto, é fundamental evitar que a má impressão seja alimentada logo de cara.
Pense na prática: ao participar de uma entrevista de emprego ou uma dinâmica de grupo, você estará sendo observado e julgado constantemente. Como é um momento único, cabe atentar-se aos detalhes e mostrar aquilo que há de melhor em suas qualidades e competências – essas são situações cruciais para saber como fazer marketing pessoal de modo excelente e produtivo.
De acordo com uma pesquisa do site Carrer Builder, os fatores que mais prejudicam os candidatos em uma entrevista são facilmente corrigíveis:
- falta de interesse
- roupas inadequadas
- arrogância
- críticas ao trabalho anterior
- uso de celular durante o processo.
Apenas uma ação dessas pode levar a inúmeras teorias sobre você – perceba, então, o quanto é forte uma primeira impressão, tanto para te ajudar quanto te prejudicar.
Com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, a forte concorrência e relações ágeis, qualquer erro, palavra e abordagem acabam levando seus planos por água abaixo.
Por isso o marketing pessoal é um conceito que nunca acaba, mas que se renova e se reinventa de acordo com a situação. Mais do que isso, vale para qualquer pessoa, dos grandes gestores aqueles que estão iniciando sua carreira profissional.
Os riscos dos estereótipos
Primeira impressão é algo que ainda tem muita relação com estereótipo, que em grande parte vem acompanhado por um fator negativo.
A tendência de rotular alguém por alguma característica ou comportamento pesa muito nas relações e se fortalece quando é evidenciada no ambiente corporativo.
Para o analista comportamental Jack Schafer, isso acontece muito dos dois lados, seja com pessoas introvertidas ou extrovertidas. No primeiro caso, são taxadas de chatas, inseguras e antissociais. No outro, generalizadas como impertinentes, intrometidas e arrogantes. Essas generalizações são péssimas e podem levar a muitos problemas, ainda mais no ponto de vista de um recrutador ou gestor de pessoas.
A falta de compreensão, a má impressão (do qual já tratamos aqui) e os pré-julgamentos interferem nas interações e podem levar até a boicotes. Além de não compreender o indivíduo e não trabalhar a empatia, uma pessoa que julga a outra previamente por um estereótipo pode perder grandes oportunidades – sobretudo de crescimento e aprendizado.
Quando aplicamos essas situações no marketing pessoal, podemos salientar tanto o fato de trabalhar seus valores ao máximo para que passem por cima de qualquer estereótipo ou, em outra perspectiva, fortalecer seu perfil sendo uma pessoa com total coerência e bom senso nas relações.
Não se trata de ser íntimo e tampouco amigo de alguém, basta respeitá-la e saber separar o que é pessoal do profissional.
Lidar com a pluralidade é inerente para a vida social, por isso, livrar-se dos preconceitos e estereótipos é um passo essencial. Numa época em que há espaço para variadas opiniões, sensatez e reflexão prévia acabam se tornando ótimas qualidades.
Interessante saber que o marketing pessoal tem forte ligação com aspectos de comunicação, psicologia e recursos humanos. Profissionais que atuam nessas áreas precisam dar muita atenção a esse tema e sempre reciclar seus conhecimentos.
Conteúdo produzido por Educa mundo
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